terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cidade morta


"Olhares", foto de Luis Manuel Moreira Duarte
(diria que são olhares de alguns dos últimos habitantes da baixa lisboeta)





agora que se comem sílabas
o pólen morre ao despertar

Agora que se mede a palavra
o néctar morre ao entardecer

agora que se noiva o discurso
a cidade morre discretamente



António Francisco Panguila

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Provincianismo




Para se ter uma pálida ideia do marasmo a que chegámos, nada como recordar um pequeno ensaio de Fernando Pessoa.

Este ensaio, publicado na revista Fama, em 1932 mantém a actualidade.

Infelizmente.

Portugal continua, 76 anos depois, a ser um país provinciano e adiado não apenas por culpa de quem nos governou durante este trajecto mas também de quem, oligarquica ou democraticamente, os escolheu.

Vivemos republicanamente no Reino de Cegos, onde quem tem olho é rei.

Marialvas, superficiais e levianos - eis-nos em todo o esplendor.

Fica o ensaio, intemporal.

Como intemporais são os nossos problemas e a incapacidade para ver mais além do que o próprio nariz.

Ou a capacidade surreal para o miserabilismo e a mendicidade, individual ou colectiva, assumidos como designio nacional.

Adoramos pensar pelas cabeças de outros e... os "portadores de um único olho" pretendem a todo o custo que continuemos, bovinamente, a ver, em exclusivo, a realidade que nos apresentam.

Espírito crítico é objecto tornado obsoleto e colectivamente abandonado numa qualquer secção de "Perdidos e Achados".






Provincianismo



Se fosse preciso usar de uma só palavra para com ela definir o estado presente da mentalidade portuguesa, a palavra seria “provincianismo”.
Como todas as definições simples esta, que é muito simples, precisa, depois de feita, de uma explicação completa.
Darei essa explicação em dois tempos: direi, primeiro, a que se aplica, isto é, o que deveras se entende por mentalidade de qualquer país, e portanto de Portugal; direi, depois, em que modo se aplica a essa mentalidade.
Por mentalidade de qualquer país entende-se, sem dúvida, a mentalidade das três camadas, organicamente distintas, que constituem a sua vida mental – a camada baixa, a que é uso chamar povo; a camada média, a que não é uso chamar nada, excepto neste caso por engano, burguesia; e a camada alta, que vulgarmente se designa por escol, ou, traduzindo para estrangeiro, para melhor compreensão, por elite.
O que caracteriza a primeira camada mental é, aqui e em toda a parte, a incapacidade de reflectir. O Povo, saiba ou não saiba ler, é incapaz de criticar o que lê ou lhe dizem. As suas ideias não são actos críticos, mas actos de fé ou de descrença, o que não implica, aliás, que sejam sempre erradas.
Por natureza, forma um bloco, onde não há mentalmente indivíduos; e o pensamento é individual.
O que caracteriza a segunda camada que não é a burguesia, é a capacidade de reflectir, porém sem ideias próprias; de criticar, porém, com ideias de outrem. Na classe média mental, o indivíduo, que mentalmente já existe, sabe já escolher – por ideias e não por instinto – entre duas ideias ou doutrinas que lhe apresentem; não sabe, porém, contrapor ambas a uma terceira, que seja própria. Quando, aqui e ali, neste ou naquele, fica uma opinião média entre duas doutrinas, isso não representa um cuidado crítico, mas uma hesitação mental.
O que caracteriza a terceira camada, o escol, é, como é de ver por contraste com as outras duas, a capacidade de criticar com ideias próprias. Importa, porém, notar que essas ideias próprias podem não ser fundamentais. O indivíduo do escol pode, por exemplo, aceitar inteiramente uma doutrina alheia; aceita-a, porém, criticamente, e, quando a defende, defende-a com argumentos seus – os que o levam a aceitá-la – e não, como fará o mental da classe média, com os argumentos originais dos criadores ou expositores dessas doutrinas.
Esta divisão em camadas mentais, embora coincida em parte com a divisão em camadas sociais – económicas ou outras -, não se ajusta exactamente a essa. Muita gente das aristocracias de história e de dinheiro, pertence ao povo. Bastantes operários, sobretudo das cidades, pertencem à classe média mental. Um homem de génio ou de talento, ainda que nascido de camponeses, pertence de nascença ao escol.
Quando, portanto, digo que a palavra “provincianismo” define, sem outra que a condicione, o estado mental presente do povo português, digo que essa palavra “provincianismo”, que mais adiante definirei, define a mentalidade do povo português em todas as três camadas que a compõem. Como, porém, a primeira e a segunda camadas mentais não podem por natureza ser superiores ao escol, basta que eu prove o provincianismo do nosso escol presente, para que fique provado o provincianismo mental da generalidade da nação.
Os homens, desde que entre eles se levantou a ilusão ou realidade chamada civilização, passaram a viver em relação a ela, de uma de três maneiras, que definirei por símbolos, dizendo que vivem ou como os campónios, ou como os provincianos, ou como os citadinos.
Não se esqueça que trato de estados mentais e não geográficos, e que portanto o campónio ou o provinciano pode ter vivido sempre em cidade, e o citadino sempre no que lhe é natural desterro.
Ora a civilização consiste simplesmente na substituição do artificial ao natural no uso e correnteza da vida. Tudo quanto constitui a civilização, por mais natural que nos hoje pareça, são artifícios: o transporte sobre rodas, o discurso disposto em verso escrito, renega a naturalidade original dos pés e da prosa falada.
A artificialidade, porém, é de dois tipos. Há aquela, acumulada através das eras, e que, tendo-a já encontrado quando nascemos, achamos natural; e há aquela que todos os dias se vai acrescentando à primeira. A esta segunda é uso chamar “progresso” e dizer que é “moderno” o que vem dela.
Ora o campónio, o provinciano e o citadino diferenciam-se entre si pelas suas diferentes reacções a esta segunda artificialidade.
O que chamei campónio sente violentamente a artificialidade do progresso; por isso se sente mal nele e com ele, e intimamente o detesta. Até das conveniências e das comodidades do progresso se serve constrangido, a ponto de, por vezes, e em desproveito próprio, se esquivar a servir-se delas. É o homem dos “bons tempos”, entendendo-se por isso os da sua mocidade, se já é idoso, ou os da mocidade dos bisavôs, se é simplesmente párvuo.
No pólo oposto, o citadino não sente a artificialidade do progresso. Para ele é como se fosse natural. Serve-se do que é dele, portanto, sem constrangimento nem apreço. Por isso o não ama nem desama: é-lhe indiferente. Viveu sempre (física ou mentalmente) em grandes cidades; viu nascer, mudar e passar (real ou idealmente) as modas e a novidade das invenções; são pois para ele aspectos correntes, e por isso incolores, de uma coisa continuamente já sabida, como as pessoas com quem convivemos, ainda que de dia para dia sejam realmente diversas, são todavia para nós idealmente sempre as mesmas.
Situado mentalmente entre os dois, o provinciano sente, sim, a artificialidade do progresso, mas por isso mesmo o ama. Para o seu espírito desperto, mas incompletamente desperto, o artificial novo, que é progresso, é atraente como novidade, mas ainda sentido como artificial. E, porque é sentido simultaneamente como artificial é sentido como atraente, e é por artificial que é amado.
O amor às grandes cidades, às novas modas, às “últimas novidades”, é o característico distintivo do provinciano.
Se daqui se concluir que a grande maioria da humanidade civilizada é composta de provincianos, ter-se-á concluído bem, porque assim é.Nas nações deveras civilizadas, o escol escapa, porém, em grande parte, e por sua mesma natureza, ao provincianismo.
A tragédia mental de Portugal presente é que, como veremos, o nosso escol é estruturalmente provinciano.
Não se estabeleça, pois seria erro, analogia, por justaposição, entre duas classificações, que se fizeram, de camadas e tipos mentais.
A primeira, de sociologia estática, define estados mentais em si mesmos; a segunda, de sociologia dinâmica, define estados de adaptação mental ao ambiente.
Há gente do povo mental que é citadina em suas relações com a civilização.
Há gente do escol, e do melhor escol – homens de génio e de talento - , que é campónio nessas relações.
Pelas características indicadas como as do provinciano, imediatamente se verifica que a mentalidade dele tem uma semelhança perfeita com a da criança.
A reacção do provinciano, às suas artificialidades, que são as novidades sociais, é igual à da criança às suas artificialidades, que são os brinquedos.Ambos as amam espontaneamente, e porque são artificiais.
Ora o que distingue a mentalidade da criança é, na inteligência, o espírito de imitação: na emoção, a vivacidade pobre; na vontade, a impulsividade incoordenada.
São estes, portanto, os característicos que iremos achar no provinciano; fruto, na criança, da falta de desenvolvimento civilizacional, e assim ambos feitos da mesma causa – a falta de desenvolvimento.
A criança é, como o provinciano, um espírito desperto, mas incompletamente desperto.
São estes característicos que distinguirão o provinciano do campónio e do citadino.No campónio, semelhante ao animal, a imitação existe, mas à superfície, e não, como na criança e no provinciano, vinda do fundo da alma; a emoção é pobre, porém não é vivaz, pois é concentrada e não dispersa; a vontade, se de facto é impulsiva, tem contudo a coordenação fechada do instinto, que substitui na prática, salvo em matéria complexa, a coordenação aberta da razão.
No citadino, semelhante ao homem adulto, não há imitação, mas aproveitamento dos exemplos alheios, e a isso se chama, quando prático, experiência, quando teórico, cultura; a emoção, ainda quando não seja vivaz, é contudo rica, porque complexa, e é complexa por ser complexo quem a terá; a vontade, filha da inteligência e não do impulso, é coordenada, tanto que, ainda quando faleça, falece coordenadamente, em propósitos frustres mas idealmente sistematizados.
Comecemos por não deixar de ver que o escol se compõe de duas camadas – os homens de inteligência, que formam a sua maioria, e os homens de génio e de talento, que formam a sua minoria, o escol do escol, por assim dizer.
Aos primeiros exigimos espírito crítico; aos segundos exigimos originalidade, que é, em certo modo, um espírito crítico involuntário.
Façamos pois incidir a análise que nos propusemos fazer, primeiro sobre o pequeno escol, que são os homens de génio e de talento, depois sobre o grande escol.
Temos, é certo, alguns escritores e artistas que são homens de talento; se algum deles o é de génio, não sabemos, nem para o caso importa.
Nesses, evidentemente, não se pode revelar em absoluto o espírito de imitação, pois isso importaria a ausência de originalidade, e esta a ausência de talento.
Esses nossos escritores e artistas são, porém, originais uma só vez, que é a inevitável. Depois disso, não evoluem, não crescem; fixado esse primeiro momento, vivem parasitas de si mesmos, plagiando-se indefinidamente.
A tal ponto isto é assim, que não há, por exemplo, poeta nosso presente – dos célebres, pelo menos – que não fique completamente lido quando incompletamente lido, em que a parte não seja igual ao todo.
E se em um ou outro se nota, em certa altura, o que parece ser uma modificação da sua “maneira”, a análise revelará que a modificação foi regressiva; o poeta, ou perdeu a originalidade e assim ficou diferente pelo processo simples de ficar inferior, ou decidiu começar a imitar outros por impotência de progredir de dentro, ou resolveu, por cansaço, atrelar a carroça do seu estro ao burro de uma doutrina externa, como o catolicismo ou o internacionalismo.
Descrevo abstractamente, mas os casos que descrevo são concretos; não preciso de explicar porque não junto a cada exemplo o nome do indivíduo que mo fornece.
O mesmo provincianismo se nota na esfera da emoção. A pobreza, a monotonia da emoção dos nossos homens de talento literário e artístico, salta ao coração e confrange a inteligência. Emoção viva, sim, como aliás era de esperar, mas sempre a mesma, sempre simples, sempre simples emoção, sem auxílio crítico da inteligência ou da cultura. A ironia emotiva, a subtileza passional, a contradição no sentimento – não as encontrareis em nenhum dos nossos poetas emotivos, e são quase todos emotivos. Escrevem, em matéria do que sentem, como escreveria o Pai Adão, se tivesse dado à humanidade, além do mau exemplo já sabido, o, ainda pior, de escrever.
A demonstração fica completa quando conduzimos a análise à região da vontade. Os nossos escritores e artistas são incapazes de meditar uma obra antes de a fazer, desconhecem o que seja a coordenação, pela vontade intelectual, dos elementos fornecidos pela emoção, não sabem o que é a disposição das matérias, ignoram que um poema, não é mais que uma carne de emoção cobrindo um esqueleto de raciocínio. Nenhuma capacidade de atenção e concentração, nenhuma faculdade de inibição. Escrevem ou artistam ao sabor da chamada “inspiração”, que não é mais que um impulso complexo do subconsciente que cumpre sempre submeter, por uma aplicação centrípeta da vontade, à transmutação alquímica da consciência. Produzem como Deus é servido, e Deus fica mal servido. Não sei de poeta português de hoje que, construtivamente, seja de confiança para além do soneto.
Ora, feitos estes reparos analíticos quanto ao estado mental dos nossos homens de talento, é inútil alongar este breve estudo, tratando com igual pormenor a maioria do escol.
Se o escol é assim, como será o não-escol do escol?
Há, porem, um característico comum a ambos esses elementos da nossa camada mental superior, que aos dois irmana, e, irmanados, os dois define: é a ausência de ideias gerais e, portanto, do espírito crítico e filosófico que provém de as ter.
O nosso escol político não tem ideias excepto sobre política, e as que tem sobre política são servilmente plagiadas do estrangeiro – aceites, não porque sejam boas, mas porque são francesas ou italianas, ou russas, ou o que quer que seja.
O nosso escol literário é ainda pior: nem sobre literatura tem ideias. Seria trágico, à força de deixar de ser cómico, o resultado de uma investigação sobre, por exemplo, as ideias dos nossos poetas célebres.
Já não quero que se submetesse qualquer deles ao enxovalho de lhe perguntar o que é a filosofia de Kant ou a teoria da evolução. Bastaria submetê-lo ao enxovalho maior de lhe perguntar o que é o ritmo.


Fernando Pessoa
Publicado em 1932 na revista Fama, dirigida por Augusto Ferreira Gomes.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Político erudito, mas bêbado inteligente!





A estranha beleza da língua portuguesa

NOTA: Este texto é dos melhores registos de língua protuguesa que eu tenho lido
sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser
pérfida, infiel ou traiçoeira.




Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

- *Compatriotas*, *companheiros*, *amigos*! Encontramo-nos aqui,
*convocados *, *reunidos* ou *juntos* para *debater*, *tratar* ou *discutir* um *tópico*,
*tema* ou *assunto*, o qual me parece *transcendente*, *importante* ou de *vida
ou morte*. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha *postulação*, *aspiração* ou *candidatura* a Presidente daCâmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?

O candidato respondeu:

- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':


- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (HIC) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (HIC), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (HIC) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (HIC). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (HIC) os seus haveres, coisas ou bagulhos/trastes (HIC) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (HIC) à *Leviana da sua Progenitora*, à *Mundana da sua Mãe Biológica* ou à *P.... pi pi pi pi *



(Recebido por email)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Intolerável...

Não pode ser... É insuportável! Nem quis acreditar mas, infelizmente, é verdade!
Fontes mediáticas bem relacionadas com "O Velho do Restelo" revelaram-me o motivo por que Madonna em vez de ter ido de imediato para a Isla Magica resolveu ficar em Lisboa!
Madonna foi alvo da mais sórdida e inaceitável censura!
Tal & qual!
Abram as vossas bocas de espanto...
...e protestem veementemente!!







Madonna ficou em Lisboa por ter sido impedida de aceder ao "Lisboa SOS".
Fontes do seu staff garantiram que se tivesse sabido da existência "dessa" Lisboa com antecedência a cantora de "Like a Virgin" não teria trazido o seu "Hard Candy Show" ao Parque da Belavista.

Indignemo-nos! Temos direito a isso...
Fica á consideração de cada um o objecto da indignação!

domingo, 14 de setembro de 2008

Local correcto para colocar o lixo





Uma vez que variadíssimos sites, alguns mais mediáticos que outros, se divertem, única e exclusivamente, na divulgação da ideologia nacional - bota-abaixismo;

Dado que não é possível encontrar em Portugal a demonstração do que seja reprovação social;

Resta-me, a título de prémio de consolo, mostrar o que se pensa e como se deve proceder perante atitudes de falta de civismo e das mais elementares regras de higiene, no remoto Estado de Rondônia (para respeitar a grafia local, não sendo, portanto erro...);

Talvez Lisboa possa ter algo a aprender com Porto Velho e talvez seja de utilidade extrema enviar para lá uns quantos cérebros, algumas varas de "cidadãos" e uns quantos bloguistas.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A propósito do... Portugal 2 - Dinamarca 3...





Ao segundo jogo e já começamos a fazer contas...
Obviamente!

Como voltámos a ter a selecção da comunicação social e não a de Portugal - aquela que tecnica, tactica e disciplinarmente melhor representa o país... temos o que merecemos!

Não faltará muito tempo para que as saudades de Scolari apertem...
Pouco importa se Baía é o melhor guarda-redes do Sistema Solar e arredores, não interessa nada que os jornalistas pensem que este ou aquele jogador estão em grande forma e mereciam (ou deviam, na sua opinião...) ter esta ou aquela posição cativa.
Ou dão o litro e se esforçam... ou não há convocatória!

Elementar.
Dê por onde derem as "novelas", inventadas pelos jornalistas com avença, para complicar ou embaraçar.
A novela em curso é a de Ricardo... mas proximamente teremos a de Simão / Quaresma.

Tal qual se exige para a Função Pública, os organismos que são subsidiados pelo Estado, como a FPF, ou apresentam resultados... ou vão pregar para outra freguesia!
Ou o investimento é rentável ou os nossoa impostos terão outra melhor utilidade.
Não me ocorre que os seleccionados ainda joguem pela sandes e pelo sumol, portanto...falamos de indústria, de avultados investimentos... e de resultados.

Quando as soluções de continuidade são substituídas pela casuística (da boa forma ou da cedência a interesses, p.e.) os resultados habitualmente são estes.

Ou muito me engano (falaremos daqui a um ano...) ou será São Ronaldo a resolver a contenda a nosso favor, se (e só se...) conseguirem por a equipa a jogar para ele, com inteligência...não obstante verificar facilmente que faltam algumas (muitas) unidades com a qualidade das que acompanham o homem em Old Traford!

Deco é um excepcional jogador... mas não faz tudo sózinho. É pena! Se dependesse unica e exclusivamente dele teriamos ganho folgadamente.

Ainda me hão-de explicar a razão de ser de substituir um jogador para a ovação ou fazer entrar outro apenas por simpatia para com o anfitrião.
Se não é conveniente substituir, não se substitui...
Se não é importante colocar dentro do campo um jogador não se coloca.

Dentro das 4 linhas pratica-se futebol... ou será que ali é dada alguma Acção de Formação em Relações Públicas, subsidiado ou não pelo FSE??

Por outro lado, os comentários dos teóricos de desporto da rádio e da tv fazem-me lembrar uma frase lapidar que um comentador de economia da TSF (Carlos Rosado de Carvalho) costumava utilizar com (excessiva) frequência:

"Os economistas são muito melhores a interpretar os resultados que a fazer a fazer previsões"

No futebol é igual... com a agravante que (alguns) não se libertam da "paixão" e tem opiniões tão voláteis ao longo dos 90 minutos que qualquer mortal fica... siderado!

Resta-me acrescentar que a existência de um "4º. poder" só é possível por os seus detentores terem deixado de ser observadores da realidade e relatores isentos e imparciais desta, para passarem a ser interventores na acção.
De uma forma cómoda - há sempre quem pague as favas do "bota abaixismo" ou do "puxa-saquismo".
Todos já vimos jornalistas criticarem ou sorrirem sarcasticamente (mesmo que disfarçadamente) perante factos ou notícias...mas não me ocorre, além de Balsemão (que tinha carteira profissional) que outros tenham resolvido assumir responsabilidades. E, mesmo este, se bem se lembram... foi de alguma forma vítima dos próprios confrades.

O poder virtual é muito mais cómodo que o real e muito menos sujeito a crítica!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A propósito dos ditos...



Estrada Militar, traseiras do nº. 101 da Calçada do Tojal
(antes que a CRIL destrua este precioso património)




Felizmente, há sempre quem, anónimamente, saiba colocar o acento no local certo da palavra.
Contrariamente ao que a esmagadora maioria pensa (e pratica) - a limpeza é tarefa de todos, é obrigação de todos.
Aos serviços de limpeza desta ou de qualquer outra cidade neste, no primeiro ou terceiro mundo... compete tão simplesmente MANTER A LIMPEZA.

Tanto que assim é que em todos os regulamentos e posturas municipais preveem que quem provoque sujidade seja sempre alvo de coima.
O problema é que, para falarmos de actualidade, ladrão é aquele que rouba e não o que é apanhado!

Mas, por um momento imaginem o que seria se em vez de termos a Comunicação Social á entrada das Esquadras da PSP e Postos Territoriais da GNR, os tivessemos a tentar captar a verdade de vivermos numa cidade aparentemente sem regras de higiene e sem controlo.

Garanto-vos que seria um choque.

domingo, 7 de setembro de 2008

Elogio dos porcos




Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e
atazanou-o até conseguir comprá-lo.

Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:

- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este
medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e, caso ele
não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Alí perto, o porco escutava a conversa toda...

No dia seguinte deram o medicamento e foram-se embora. O porco
aproximou-se do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!

No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porco
aproximou-se do cavalo e disse:
- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer!
- Vamos lá, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três.

No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode
contaminar os outros cavalos.
- Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:
- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa! Isso,
devagar!Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá...
Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste,
Campeão!!!

Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para
comemorar 'Vamos matar o porco!!!'


Reflexão:

Isto acontece com frequência no ambiente de
trabalho e na vida também.
Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o
mérito pelo sucesso, por isso saber viver sem ser reconhecido é uma
arte.


Se algum dia alguém lhe disser que o seu trabalho não é de um
profissional, lembra-te:
'Amadores construíram a Arca de Noé e os
profissionais,construiram o Titanic'.

'Procure ser uma pessoa de valor, em vez de uma pessoa de sucesso'.